“Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do Seu poder, e que viera de Deus e estava voltando para Deus; assim, levantou-Se da mesa, tirou Sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos Seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em Sua cintura.”
João 13.3-5
Assim mesmo – sabendo que era Deus, que veio de Deus e voltaria para Deus – Jesus levantou-Se da mesa, tirou Sua capa e colocou uma toalha em volta da Sua cintura para lavar os pés dos Seus discípulos com água e enxugá-los depois.
Se nós, cristãos, não tivéssemos que submeter nossa compreensão sobre direitos e deveres à análise da ótica Divina, diríamos que Jesus jamais deveria fazer algo semelhante. “Ele é Deus e deve ser servido como Deus… nunca, jamais servir!” – nossas teses sobre justiça poderiam sustentar.
É certo que muitas vezes a falta de sabedoria de muitos irmãos em Cristo é estarrecedora. Desde poucas palavras até a tomada de grandes decisões muitos deles conseguem nos irritar. E por vezes somos impacientes, intolerantes para com as pessoas, porque nos esquecemos – ou nunca compreendemos – acerca da justiça divina, que exige mais daquelas pessoas a quem mais for dado (Lucas 12.48).
Ter cargos, possuir dons, ser capacitado por Deus a exercer ministérios especiais, como o ensinamento da Palavra, o louvor, a intercessão, por exemplo, é realmente muito honroso, mas exige que nós tenhamos ainda mais humildade para servir, ainda mais disposição para ouvir e suportar os erros dos semelhantes. Estar em um nível espiritual um pouco mais elevado requer muito mais sensibilidade da nossa parte para nos colocarmos no lugar do outro e ajudá-lo, em suas fraquezas, a superar os seus limites e se aproximar mais de Deus.
Para isso fomos chamados: para ajudar irmãos na fé, e não para atrapalhar sua comunhão com Deus; para ajuntar o povo na unidade do Espírito, e não para esquartejar o corpo de Cristo, dando prioridade aos “bem-dotados” de dons e excluindo os “pequenos da fé”.
Mas infelizmente, a postura contrária é realidade abundante em nosso meio. Há quem encontre nessa Graça de ser chamado por Deus para liderar ou para ensinar, um motivo para sentir-se superior, minimizando as diferenças naqueles irmãos que ainda estão sendo preparados por Deus.
Jesus era o Mestre naquele instante (e sempre foi e continuará sendo eternamente. Aleluia!). Mas Ele, sendo o Mestre dos discípulos em preparação, lavou-lhes os pés e deu-nos a preciosa lição que tolerar, servir e amparar os menores é a melhor maneira de exercer bem o mandato de rei.
Oremos:
Faça abundar Teu amor e bondade, Tua paciência e disposição dentro de mim, amado Jesus! Convença o meu coração todos os dias, querido SENHOR, a humilhar-se diante de Ti e a dispor-se para ajudar meus irmãos na fé. Muitas vezes fico impaciente diante da falta de sabedoria de muitos deles, mas devo lembrar que são tão humanos e falhos quanto eu. Não me deixes esquecer que também tenho limites e imperfeições e que todos nós somos alunos e estamos aprendendo nesta grande escola que é a vida. Que o SENHOR seja o nosso eterno Mestre e, por favor, ajuda-me a sempre seguir os Teus exemplos para que eu possa concluir bem minhas tarefas. Em nome de Cristo Jesus eu oro. Amém.
Fonte: Blog Amanhecer com Deus




